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02 julho, 2014

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Zometa (ácido zoledrónico): Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Zometa (ácido zoledrónico)

Bifosfonatos

O ácido zoledrónico atua ligando-se ao osso e reduzindo a taxa de remodelação óssea.

Indicações para a Pessoa

Prevenir complicações ósseas, por ex: fracturas ósseas, em doentes adultos com metástases ósseas (propagação do cancro do local primário do cancro para os ossos).

Reduzir a quantidade de cálcio no sangue nos doentes adultos em que este está muito elevado devido a existência de um tumor. Os tumores podem acelerar a remodelação óssea a partir do osso. Esta doença é conhecida por hipercalcemia induzida por tumores (HIT).

Efeitos Secundários

  • Muito frequentes:
    • Valores baixos de fosfato no sangue.
  • Frequentes:
    • Danos graves nos rins serão determinados normalmente pelo médico com certos exames de sanguíneos específicos.
    • Valores baixos de cálcio no sangue.
    • Dor de cabeça e um síndrome tipo-gripe consistindo em febre, fadiga, fraqueza, sonolência, arrepios e dores ósseas, das articulações e/ou musculares. Na maioria dos casos não foi necessário qualquer tratamento específicos e os sintomas desapareceram em pouco tempo (umas horas ou um ou dois dias).
    • Reacções gastrintestinais tais como náuseas e vómitos, bem como perda de apetite.
    • Conjuntivite.
    • Valores baixos de glóbulos vermelhos (anemia).
  • Pouco frequentes:
    • Dor na boca, dentes e/ou maxilares, inflamação ou feridas no interior da boca, adormecimento ou sensação podem ser sinais de danos ósseos nos maxilares (osteonecrose).
    • Foi verificado batimento cardíaco irregular (fibrilhação auricular) em doentes em tratamento com ácido zoledrónico para a osteoporose. Presentemente não é claro se o ácido zoledrónico provoca este ritmo irregular mas deve comunicar ao seu médico se sentir estes sintomas após lhe ser administrado.
    • Reacções alérgicas graves, falta de ar, inchaço sobretudo na cara e na garganta.
    • Reacções de hipersensibilidade (alergia).
    • Pressão arterial baixa.
    •  Dor no peito.
    • Reacções na pele (vermelhidão e inchaço) no local de administração, erupção na pele, comichão.
    • Hipertensão arterial, dificuldade em respirar, tonturas, alterações do sono, formigueiro ou dormência nas mãos ou pés, diarreia.
    • Valores baixos de glóbulos brancos e plaquetas.
    • Valores baixos de magnésio e potássio no sangue.
    • Sonolência.
    • Lacrimejar, sensibilidade dos olhos à luz.
    • Súbito arrefecimento com desmaio, fraqueza ou colapso.
    • Dificuldade em respirar, com ruido ou tosse.
    • Urticária.
  • Raras:
    • Diminuição do ritmo dos batimentos cardíacos.
    • Confusão mental.
    • Pode ocorrer raramente fratura atípica do osso da coxa, especialmente em doentes em tratamento prolongado para a osteoporose.
    • Doença pulmonar intersticial (inflamação do tecido em redor dos alvéolos dos pulmões).
  • Muito raras:
    • Como consequência de valores de cálcio baixos: batimento irregular do coração (arritmia cardíaca, relacionada com hipocalcémia), convulsões, dormência e tetania (relacionada com hipocalcémia).
    • Desmaio devido a pressão arterial baixa.
    • Dores ósseas, das articulações e/ou musculares, ocasionalmente incapacitantes.
    • Vermelhidão dolorosa ou inchaço do olho.

Contra indicações:

  • Se estiver a amamentar;
  • Se tem alergia ao ácido zoledrónico, a outro bifosfonato (grupo de substâncias ao qual pertence o Zometa), ou a qualquer outro componente deste medicamento.

Advertências e precauções:

  • Se tem ou já teve problemas de rins;
  • Se teve ou tem dor, inchaço ou entorpecimento dos maxilares, sensação de maxilar pesado ou dentes a abanar;
  • Caso esteja a fazer tratamentos dentários ou vá ser submetido a cirurgia dentária, informe o seu médico.
Têm sido notificados níveis baixos de cálcio no sangue (hipocalcémia), por vezes provocando cãimbras musculares, pele seca, sensação de queimadura em doentes tratados com Zometa. Têm sido notificados batimento cardíaco irregular (arritmia cardíaca), convulsões, espasmos e contracções musculares (tetania) relacionados com hipocalcémia grave. Nalguns casos a hipocalcémia pode representar perigo de vida.
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Tramadol: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Tramadol
  • Sistema nervoso central
  • Analgésicos estupefacientes

Indicações para a Pessoa

Prevenção e tratamento da dor moderada ou severa, nomeadamente: Dor do pós-operatório, dor do trabalho de parto, dor do enfarte agudo ou do miocárdio, dor traumática e dor oncológica.

Efeitos Secundários

As reacções adversas mais frequentemente notificadas são náuseas e tonturas, as quais ocorrem em mais de 10% dos doentes.

Cuidados Especiais

O Tramadol não deve ser utilizado nas seguintes situações:
  • Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Tramadol, ou a qualquer dos excipientes;
  • Intoxicação alcoólica aguda, intoxicação por analgésicos, hipnóticos, opiáceos ou fármacos psicotrópicos.
  • Doentes tratados com inibidores da monoamino oxidase ou que interromperam esta terapêutica há menos de 14 dias.
  • Doentes que sofram de epilepsia não controlada.
O tramadol não deve ser usado como um substituto nos doentes dependentes de opióides.

Modo de preparação:

Diluir num balão de soro fisiológico de 100ml.
(pode ser colocado no mesmo balão metoclopramida).
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Salbutamol: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

(VENTILAN®), Salbutamol
  • Aparelho respiratório
  • Antiasmáticos e broncodilatadores
  • Agonista adrenérgico beta.

Indicações para a Pessoa

Controlo de rotina do broncospasmo crónico que não responde à terapêutica convencional.

Efeitos Secundários

Salbutamol para inalação por nebulização pode provocar um ligeiro tremor nos músculos esqueléticos, sendo normalmente as mãos as mais afectadas. Este efeito é comum a todos os estimulantes adrenérgicos beta.

Frequentemente têm sido referidas dores de cabeça.

Cuidados Especiais

O antídoto recomendado para uma sobredosagem com Salbutamol é Solução para inalação por nebulização é um ß-bloqueante cardioselectivo; no entanto, os beta-bloqueantes devam ser usados com precaução em doentes com história de broncospasmo.

Não utilize o Salbutamol para inalação por nebulização:

  • Se tem alergia (hipersensibilidade) ao salbutamol ou a qualquer outro componente de Salbutamol Generis Solução para inalação por nebulização;
  • Para o controlo do parto prematuro;
  • Na ameaça de aborto no primeiro ou segundo trimestres da gravidez.
Foram referidos alguns casos de glaucoma agudo de ângulo fechado em doentes tratados com uma associação de salbutamol e brometo de ipratrópio inalados. Sendo assim uma associação de salbutamol com anticolinérgicos ambos nebulizados, deve ser usada com precaução. Os doentes devem ser aconselhados em relação à correcta administração e ser prevenidos de que não devem deixar a solução ou a nebulização entrar em contacto com os olhos.
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Paracetamol: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Paracetamol

Sistema Nervoso Central; Analgésicos e antipiréticos

Indicações para a Pessoa

Está indicado no tratamento sintomático de situações que requerem um analgésico e/ou antipirético, tais como:
  • Síndromes gripais ou outras hipertermias infecciosas;
  • Reacções hiperérgicas da vacinação;
  • Cefaleias;
  • Enxaquecas;
  • Odontalgias;
  • Otalgias;
  • Dismenorreia;
  • Dores traumáticas, musculares, articulares e osteoartrose;
  • Analgésicos antes e após intervenções cirúrgicas.

Efeitos Secundários

Efeito mais comum: Hipotensão se perfundir muito rápido.

Doenças do sangue e do sistema linfático
  • Muito raros: distúrbios da hematopoiese (trombocitopénia, leucopenia, casos isolados de agranulocitose, pancitopénia).
Doenças do sistema nervoso central
  • Frequentes: sonolência ligeira;
  • Pouco frequentes: vertigens, sonolência, nervosismo.
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:
  • Pouco frequentes: sensação de ardor faríngeo;
  • Muito raros em doentes predispostos: broncoespasmo (asma analgésica).

Doenças gastrointestinais:

  • Frequentes: náuseas, vómitos.
  • Pouco frequentes: diarreia, dor abdominal (incluindo cãibras e ardor), obstipação
Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
  • Raro: eritema
Perturbações gerais e alterações no local de administração:
  • Pouco frequentes: cefaleias, transpiração/sudação, hipotermia.
  • Muito raros: reacções alérgicas, reacções de hipersensibilidade exacerbadas ao paracetamol (edema de Quincke, dispneia, acessos de sudação, náuseas, queda da tensão arterial, até mesmo choque).
Apesar das falhas metodológicas, os dados clínicos/epidemiológicos parecem indicar que a administração a longo prazo de analgésicos pode causar nefropatia, incluindo necrose papilar.

Não utilize Paracetamol:

  • Se tem alergia ao paracetamol ou ao propacetamol (precursor do paracetamol administrado por via intravenosa) ou a qualquer outro ingrediente de Paracetamol;
  • Se sofre de doença hepática grave.

Tome especial cuidado com Paracetamol

  • Deverá prevenir o seu médico caso sofra de doença hepática ou renal, abuso de álcool, malnutrição ou desidratação.
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Metocloperamida: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Metoclopramida (PRIPERAM)
  • Sistema Nervoso Central
    • Antieméticos e Antivertiginosos
  • Aparelho Digestivo
    • Modificadores da motilidade gastrintestinal
    • Modificadores da motilidade gástrica ou procinéticos.

Indicações para a Pessoa

Tratamento de náuseas e vómitos.

Efeitos Secundários

SNC: agitação, sonolência, fadiga, reacções extrapiramidais, irritabilidade, ansiedade.

Cardiovascular: arritmias (arritmias supraventriculares, bradicardia), hipotensão, hipertensão.

Gastrointestinal: obstipação, diarreia, náuseas, boca seca. Hematológico: leucopenia, neutropenia e agranulocitose.

Cuidados Especiais

Contra-indicações e precauções:

Hipersensibilidade. Possível obstrução GI ou hemorragia. História de perturbações convulsivas. Doença de Parkinson. Diluir em 100 ml de Soro Fisiológico. Perfil de actuação: Início 1-3 minutos Pico: imediato
Duração: 1-2 horas
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Hidroxizina: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Hidroxizina

Medicação antialérgica, Anti-Histaminicos e associações, Anti-Histaminicos H1, Sedativos

Indicações para a Pessoa

  • No tratamento sintomático da ansiedade, nos adultos;
  • No tratamento sintomático do prurido;
  • Na pré-medicação em cirurgia.

Efeitos Secundários

Os efeitos secundários são principalmente relacionados com efeitos depressores do SNC ou com efeitos paradoxais de estimulação do SNC, com a actividade anticolinérgica ou com reacções de hipersensibilidade.

Os seguintes efeitos secundários foram notificadas em ensaios clínicos:
  • Sonolência
  • Cefaleias
  • Fadiga
  • Boca seca.
Frequentes: sedação.

Cuidados Especiais

Não tome Atarax 100 mg comprimidos Se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Atarax 100 mg comprimidos.

O Atarax está contra-indicado em doentes à cetirizina, a outros derivados da piperazina, à aminofilina ou à etilenodiamina.

Se é doente com porfíria.
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Dexametasona (Decadron), Glucocorticoide: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Dexametasona (Decadron), Glucocorticoide

Indicações para a Pessoa

É usado no tratamento de diferentes doenças, tais como reumatismo, asma e inflamações.

Efeitos Secundários

Hematológica: trombocitose.

Gastrintestinal: náuseas e anorexia (mais frequentemente), vómitos, estomatites, agravamento de úlcera péptica, pancreatite, aumento do apetite, aumento ou diminuição do peso, distensão abdominal, perfuração e hemorragia GI.

Cardiovascular: HTA (mais frequente), hipotensão, edema, ICC, muito raramente tromboembolismo e tromboflebite.

Endócrina: perda da resposta supra-renal secundária e síndrome de Cushing, hiperglicemia, hirsutismo.

Respiratória: dispneia.

Neurológica:
depressão e euforia (mais frequente), insónias, alterações da personalidade, cefaleias, agitação, psicoses, nervosismo, inquietação, convulsões, pseudotumores cerebrais (em crianças).

ORL-Oftalmológica: edema papilar, glaucoma, aumento da pressão intraocular, cataratas subcapsulares posteriores, exoftalmia, candidíase oral.

Reprodutora/sexual: alterações menstruais (amenorreia, irregularidades do ciclo), sensação de queimadura e latejamento no períneo após injecção IV.

Metabólica: hipocaliémia, hipocalcémia, alcalose hipocaliémica, aumento dos níveis séricos de colesterol, balanço de azoto negativo.

Renal/vias urinárias: retenção de água e sódio, glicosúria, calciúria.

Imunológica: imunossupressor, aumento da susceptibilidade às infecções, febre.

Dermatológica: acne, petéquias, fragilidade cutânea, equimoses e atraso na cicatrização (as mais frequentes), estrias, alopécia, rash, atrofia cutânea, eritema da face.

Musculoesquelética: osteoporose e perda de massa muscular (mais frequentemente), astenia, mialgias, miopatia, necrose asséptica das cabeças femural e umeral, encerramento prematuro das cartilagens de conjugação.

Hepatobiliar: hiperbilirrubinémia e elevação das transaminases.

Local: atrofia no local de injecção SC, IM.

Efeitos Secundários Cuidados Especiais

Contra indicações e precauções:

Contra indicado em doentes com história de hipersensibilidade ao fármaco, em doentes com infecções fúngicas sistémicas ou infecções activas não controladas (excepto choque séptico ou meningite tuberculosa).
Usar com precaução em doentes com insuficiência renal, cardíaca, HTA, epilepsia, osteoporose, em doentes em fase de crescimento, diabéticos, com úlceras GI, em presença de desordens tromboembólicas, convulsões, miastenia gravis, tuberculose, hipoalbuminémia, cirrose hepática, instabilidade emocional, hiperlipidémia, glaucoma, tendências psicóticas.
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Cloridrato de Flavoxato (Urispás): Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Cloridrato de Flavoxato (Urispás)

Aparelho geniturinário. Outros medicamentos usados em disfunções geniturinárias. Medicamentos usados nas perturbações de micção. Medicamentos usados na incontinência urinária

Indicações para a Pessoa

Tratamento dos sintomas de disúria, urgência miccional, nictúria, dor suprapúbica e incontinência, que acompanham afecções da bexiga e da próstata, tais como cistite, cistalgia, prostactite, uretrite, uretrocistite, uretrotrigonite.

Efeitos Secundários

As reacções adversas reportadas incluem náuseas, vómitos, boca seca, nervosismo, vertigem, dor de cabeça, tontura, visão turva, tensão ocular aumentada, perturbações na acomodação ocular, confusão mental, disúria, taquicardia e palpitação, hiperpirexia, eosinofilia e leucopénia (um caso que foi reversível após descontinuação do fármaco).

Cuidados Especiais

O produto deve ser administrado com cuidado em doentes nos quais se suspeita de glaucoma. Como acontece com qualquer outro produto, deve igualmente ter-se cuidado na sua administração durante a gravidez, particularmente durante o primeiro trimestre.

Quando estão presentes sintomas de infecção urinária, deve ser instituída a terapêutica antibiótica adequada e, quando justificado, o isolamento do agente bacteriano por meio de urocultura.

URISPÁS contém na sua constituição lactose, pelo que não deverá ser utilizado em indivíduos com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de Lapp lactose ou má absorção de glucose-galactose.
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Cisplatino Alquilante, Sal de Platina: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Cisplatino Alquilante, Sal de Platina

Indicações para a Pessoa

Tumor metastático do testículo, carcinoma do ovário, colo do útero, próstata, uretra, pénis, bexiga, cabeça e pescoço, tiróide, pulmão, esófago, estômago, coriocarcinoma, osteossarcoma, doença de Hodgkin, linfomas não-Hodgkin, tumores do recto, neuroblastoma, meduloblastoma, tumores cerebrais da criança, mesotelioma, timoma maligno, melanoma, carcinomas da pele (basocelular e espinocelular).

Efeitos Secundários

Hematológica: Leucopénia e trombocitopénia ligeiras em 25 a 30% dos casos. Nadir entre os 18-23 dias com recuperação aos 40 dias. Mais tardiamente surge a anemia, que é cumulativa, e pode ser grave.

Gastrintestinal: Náuseas e vómitos intensos que ocorrem 1 a 4 horas após o início do tratamento, prolongando-se por 24 horas e mais. Têm sido referidos vómitos tardios até uma semana após o tratamento. Anorexia e diarreia são comuns.

Renal/Vias urinárias: Fibrose intersticial do rim. Insuficiência renal manifestada por elevação da ureia, creatinina e ácido úrico, e por uma diminuição da depuração da creatinina. O efeito tóxico faz-se sentir sobretudo ao nível dos túbulos renais, provocando desequilibro electrolítico: hipocaliémia, hipofosfatémia, hipomagnesémia e hipocalcémia, estes dois últimos responsáveis por tetania. A toxicidade renal, sem hidratação, ocorre em 30% dos casos. Com a hidratação este valor baixa para 5% dos casos.

Cardiovascular: Rara. Contudo em doentes tratados com protocolos que incluíam DDP foi referido enfarte do miocárdio, doença coronária ou doença vascular cerebral.

Respiratória: Rara.

Hepatobiliar: Elevação das transaminases.

Dermatológica: Rash, alopécia pouco frequente e reversível.

Neurológica: Neuropatia periférica que se manifesta por formigueiro e diminuição da sensibilidade das extremidades. A manifestação neurológica mais importante é a ototoxicidade que ocorre em 31% dos doentes e que se manifesta por acúfenos, diminuição da acuidade auditiva, que pode ir até à surdez total. A ototoxicidade é mais marcada nas crianças. A nevrite óptica com edema da papila e visão turva, as cefaleias, os tremores e a hipotensão ortostática, são outras manifestações importantes. Ocorre também perda do paladar.

ORL-Oftalmológica: Diminuição da acuidade auditiva por Neurotoxicidade. Em doses elevadas pode ocorrer alterações da percepção da cor, particularmente no eixo azul-amarelo.

Imunológica: Rara, inclui reacções de hipersensibilidade ou anafilaxia, com edema facial, broncospasmo, taquicardia e hipotensão. Anemia hemolítica com teste de Coombs directo positivo.

Reprodutora/Sexual: Infertilidade com azoospermia, que se manifesta nos primeiros 2 ciclos, recuperando habitualmente entre 1,5 a 2 anos após.

Metabólica: Hipomagnesémia, hipocalcémia, hiponatrémia, hipocaliémia, hipofosfatémia e hiperuricemia.
Endócrina: Secreção inapropriada da hormona antidiurética.

Local: Rara. Pode acontecer flebite local, severa celulite com fibrose tecidual e necrose da pele após extravasamento. A administração intrarterial do DDP pode resultar em dor local, edema e eritema.

Informação ao doente:

  • Durante a administração do DDP pode sentir gosto metálico.
  • Deve referir ao enfermeiro todos os sintomas não habituais, mesmo que não os valorize, dando especial importância às alterações relacionadas com a eliminação vesical e com a audição.

Terapêutica de suporte:

  • Protocolo antiemético com antagonistas dos receptores 5HT3 (Tropisetron), corticosteróides (dexametasona) e lorazepan. Potencial emético muito alto (>90%).
  • Hidratação generosa antes e após a administração do DDP.
  • Diuréticos (Manitol e eventualmente furosemida).
  • Reforço de ingestão de líquidos por via oral.
  • Administração de electrões (K+, Mg++, Ca++) associados à hidratação ev.

Contra indicações e precauções:

  • O DDP está contra indicado em pessoas com hipersensibilidade ao fármaco ou a outros produtos que contenham platina.
  • Usar com precaução em doentes com insuficiência auditiva ou renal e ainda em doentes com depressão da função medular.
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Ciclofosfamida (Endoxan) Alquilante, Oxazafosforina: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Ciclofosfamida (Endoxan) Alquilante, Oxazafosforina.

Indicações para a Pessoa

Leucemias linfocíticas agudas e crónicas, doença de Hodgkin, linfomas não-Hodgkin, mieloma múltiplo, tumor de Willms, linfoma de Burkitt, sarcomas do colo do útero, carcinoma da mama, ovário e endométrio, retinoblastoma, neuroblastoma, rabdomiossarcoma, doença de Waldestrom, neoplasia dos testículos e tecidos moles, carcinoma do esófago, carcinoma de pequenas células do pulmão, carcinoma da cabeça e pescoço, carcinoma da próstata. Utilizada inicialmente no controle da rejeição de órgãos após transplante, pelas elevadas propriedades imunossupressoras. Utilizada para a indução de aplasia medular nos transplantes de medula.

Efeitos Secundários

Hematológica: Leucopenia com nadir entre os 7-14 dias e recuperação entre os 14 e os 28 dias após administração, anemia e trombocitopénia (as plaquetas são relativamente poupadas).

Gastrointestinal: Náuseas e vómitos frequentes, podem ser severos. A muscosite e a diarreia são mais frequentes em altas doses. Anorexia.

Renal/Vias urinárias: Cistite hemorrágica estéril (5 a 10%), mais importante em protocolos de altas doses. A cistite hemorrágica resulta da agressão de um metabolito activo da ciclofosfamida – acroleína, sobre o epitélio da bexiga. A diurese pode estar diminuída por haver um aumento da secreção de hormona antidiurética. Pode ocorrer fibrose da bexiga, especialmente em terapias mais prolongadas.

Cardiovascular: Apenas em protocolos de altas doses, rara.

Respiratória: Fibrose pulmonar intersticial, rara.

Hepatobiliar: Rara, podendo manifestar-se por elevação das transaminases, hepatite e icterícia.

Dermatológicas: Alopécia frequente e severa, podendo ser reversível ainda no decurso do tratamento. Escurecimento da pele e unhas, estrias transversas das unhas.

ORL-Oftalmológicas: Visão turva. Raramente cataratas.

Imunológicas: Tem actividade imunossupressora intensa, podendo exacerbar quadros infecciosos, especialmente virais. Anafilaxia rara. Urticária, angioedema, febre.

Reprodutora/Sexual: Infertilidade (amenorreia, azoospermia), atrofia testicular. É teratogénico.

Endócrina: Hipotiroidismo, aumento da secreção da hormona antidiurética.

Informação ao doente:

  • Informar o doente dos efeitos secundários deste fármaco.
  • Dizer ao doente que deve relatar ao enfermeiro qualquer sintoma não habitual, mesmo que não lhe atribua importância.
  • Motivar o doente para a importância de vigiar a sua temperatura e as características da urina.
  • Dizer ao doente que não lhe devem ser administradas vacinas, por não haver produção de anticorpos e por poder ocorrer a própria doença que se quer prevenir.
  • Informar o doente de que pode ocorrer sabor metálico durante a administração de CTX.

Terapêutica de suporte:

  • Hidratação IV e oral;
  • Diuréticos;
  • Antieméticos antagonistas dos receptores dos 5HT3 (ex:Tropisentron-Navoban®). Potencial emético alto (60-90%), muito alto (>90%) em altas doses;
  • Corticosteróides;
  • Mesna (só em altas doses). A mesna é um composto sulfídrilico, que reage, com a acroleína na bexiga, impedindo a acção agressora daquela, nesta, o que explica o seu interesse na prevenção da cistite hemorrágica.

Contra indicações:

  • Contra indicado em doentes com depressão grave da medula óssea e em doentes com processos infecciosos (virais) em curso, visto o CTX ter grandes propriedades imunossupressoras.
  • Usar com precaução nos protocolos que incluem Doxorrubicina e/ou RT mediastínica, por aumento da cardiotoxicidade.
  • Usar com precaução em doentes com insuficiência renal e hepática.
  • Usar com precaução em doentes obesos (com mais 20-30% do peso ideal).
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Carboplatino Alquilante, Sal de Platina: Indicações, Efeitos Secundários, Cuidados Especiais, Contra indicações e Precauções

Nome do Medicamento (genérico e comercial) /Grupo Farmacológico

Carboplatino Alquilante, Sal de Platina.

Indicações para a Pessoa

Tumores do testículo, ovário, bexiga, cabeça e pescoço, tiróide, pulmão, colo do útero, endométrio, neuroblastoma, osteossarcoma e tumores cerebrais.

Efeitos Secundários e Cuidados Especiais

Hematológica: A trombocitopénia é o efeito mais significativo, com nadir de plaquetas aos 21 dias e recuperação entre os 28 e os 35 dias após a administração, sendo dose limitante. A neutropénia é menos importante, tendo o seu nadir poucos dias depois, não sendo dose limitante. A anemia é moderada, cumulativa e não dose limitante.

Gastrointestinal: Náuseas e vómitos frequentes (50 a 65% dos doentes), menos severos que os da Cisplatina. Obstipação, diarreia e anorexia. Alterações do paladar. A mucosite é rara.

Renal/Vias urinárias: Rara (dai não ser necessária hidratação).

Hepatobiliar: Aumento das transaminases e fosfatase alcalina, que são moderadas e transitórias.

Dermatológicas: Rash e alopécia raros.

Neurológica: É geralmente rara e ligeira, contudo está associada a idades mais avançadas, >65 anos, e a terapêutica anterior com Cisplatina. Apresenta-se sob forma de polinevrites, que se manifestam essencialmente por parestesias. Podem ocorrer alterações visuais e do paladar. A ototoxicidade é rara (1%).

Musculoesquelética: A astenia é rara.

Imunológicas:
Reacções de hipersensibilidade acompanhadas de urticária, prurido rash cutâneo e, mais raramente, de broncospasmo e hipotensão. Raramente flu-like symptoms.

Metabólica: Perda de electrólitos, com redução nas concentrações séricas de sódio, potássio, cálcio e magnésio. Hiperamilasémia rara.

Local:
A dor no local de punção é rara.

Informação ao doente:

  • Vigiar a temperatura corporal, principalmente por volta das 3 a 4 semanas após o tratamento.
  • Referir dores de garganta, zumbidos e outras alterações auditivas.
  • Referir perdas de sangue e o aparecimento de equimoses e petéquias (sinais de discrasia hemorrágica).
  • Deve evitar a auto medicação, principalmente com derivados do ácido acetilsalicílico.

Contra indicações e precauções

Contra indicado em doentes com antecedentes de hipersensibilidade ao fármaco. Contra indicado em doentes com mielodepressão grave (plaquetas <100000/mm3, granulócitos <2000/mm3) ou com antecedentes de insuficiência renal grave (com valores de Clearance de creatinina <60 ml/min).
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04 fevereiro, 2013

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Januvia - Inibidor DPP 4, Remédio contra Diabetes Mellitus Tipo 2

O Januvia (fosfato de sitagliptina) é um novo medicamento oral, aprovado pela Food and Drug Administration EUA para controlo da Diabetes Tipo 2. É o primeiro de uma nova classe de medicamentos chamados inibidores da DPP-4. A sua função principal é reduzir os níveis de glicose no sangue através do bloqueio de uma enzima conhecida como dipeptidil peptidase IV ou DPP-4. 
 
O DPP-4 é responsável por quebrar as proteínas que estimulam a produção de células de insulina após uma refeição. Se DPP-4 é inibido, então, as proteínas podem activar a libertação de insulina por um longo período de tempo, diminuindo assim o nível de glicose no sangue. Assim sendo prolonga a produção de insulina.

Januvia apresentou bons resultados em ensaios clínicos recentes, tanto em combinação com outras drogas, como a metformina, e também, por si só. Apenas é usado na Diabetes Tipo 2. Para algumas pessoas, dieta, exercício e medicamentos convencionais não são suficientes para manter os níveis de glicose no sangue dentro dos valores normais. Januvia tem sido bem sucedido em testes clínicos quando os métodos tradicionais não são suficientes. Contudo, dieta e exercício são adjuvantes importantes no tratamento médico.

Januvia funciona ao prolongar a estimulação da produção de insulina. O risco de hipoglicemia é improvável porque este medicamento só funciona quando é necessário. Por exemplo, se não houver glicose no sangue, Januvia não atua. Mas depois de uma refeição, quando aumentam os níveis de glicose, Januvia é ativado, para reduzir esses níveis para os valores normais. Além disso, os cientistas descobriram que há pouco risco de ganho de peso com Januvia, ao contrário de outros medicamentos orais para diabetes.

Os efeitos colaterais mais comummente relatados incluem: infecção do trato respiratório superior, dor de garganta e/ou dor de cabeça.

Januvia é processado através dos rins. Os indivíduos que têm diminuição da função renal podem necessitar de ajustar a prescrição farmacológica. A função renal deve ser avaliada antes iniciar Januvia.

Januvia deverá ser prescrito na dose de 100 mg uma vez por dia. A dose pode ser ajustada com base na função renal. Não é necessário ser tomado com uma refeição, como algumas outras classes de medicamentos orais para a diabetes.
 

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02 fevereiro, 2013

Unknown

Byetta - Insulina para Diabetes Mellitus Tipo 2

Byetta é o primeiro de uma nova classe de medicamentos disponíveis para utilizar na Diabetes Tipo 2. Está no mercado há cerca de um ano (2012). Foi criado para ser uma droga suplementar, utilizado em conjunto com a metformina ou sulfoniluréias ou uma combinação de ambos para ajudar a melhorar o controle glicémico em pessoas que tiveram problemas em manter os níveis de glicose em valores normais.  Não tem indicação para ser usada na Diabetes Tipo 1.

Byetta ou exenatida, como é conhecido, genericamente, é uma versão sintética de Exendina-4, um hormónio encontrado na saliva do monstro de Gila, um lagarto venenoso que vive no sudoeste americano. Os cientistas notaram que os monstros de Gila ficavam por longos períodos de tempo sem se alimentar. Foi também descoberto que quando estavam em jejum o seu pâncreas era literalmente desligado. Quando voltavam a comer iniciavam a excreção de Exendina-4, que acciona o funcionamento do pâncreas, transformando-a novamente para ajudar a digerir a refeição.

Ela funciona como uma hormona do intestino que é encontrado em seres humanos, o GLP-1, ou Glucagon-like peptide-1. Ajuda a insulina gatilho a ser produzida no pâncreas. Ele também retarda a digestão, o que, por sua vez, ajuda a reduzir a quantidade de glucose que é libertada para o sangue. Também ajuda na sensação de saciação, diminuindo o apetite. Isto pode ajudar numa perda de peso efetiva em pacientes com Diabetes Tipo 2 com excesso de peso.

Byetta é administrado por via subcutânea duas vezes por dia. Deve ser injetado antes uma hora da ingestão do pequeno-almoço e do jantar. É importante que a sua administração seja efetuada antes de uma refeição, caso contrário não é tão eficaz.

O medicamento vem geralmente já preparado numa caneta pré-carregada. Normalmente a sua utilização faz-se com outros medicamentos orais, tais como a metformina, clorpropamida, glipizida ou glibenclamida. Ela atua no organismo de uma forma diferente que os outros medicamentos orais, ajudando a normalizar os níveis glicémicos mais eficazmente.

Byetta não é um substituto da insulina injetável. Uma vez que estimula a produção de insulina no pâncreas, o que não é adequado para a Diabetes Tipo 1. Neste tipo, há pouca ou nenhuma produção de insulina natural, as células das ilhotas que produzem insulina foram destruídas. Byetta também não é usado para tratar os níveis de glicose no sangue excessivamente elevados.

Como qualquer medicamento, há efeitos colaterais que podem ocorrer em algumas pessoas: vómitos, náuseas, dores de estômago e diarreia são os efeitos secundários mais comuns que podem afectar o paciente aquando do início do tratamento. Estes efeitos secundários geralmente desaparecem com o uso continuado.

No caso de sentir ansiedade, nervosismo, perda de apetite, perda de peso ou alguma reação alérgica ao medicamento, deve contactar o seu médico.

A hipoglicemia também pode ocorrer quando o Byetta é utilizado em conjunto com outros medicamentos. Para prevenir esta situação é necessário vigiar os níveis glicémicos várias vezes ao dia.

Os sinais e sintomas de hipoglicemia incluem: nervosismo, tremores, tonturas, vertigens, sono, apatia, irritabilidade, fome, confusão mental e sudurese intensa. Nesta situação deve pedir imediatamente ajuda médica e avaliar o valor de glicemia capilar. Pode ser necessário o ajuste da medicação.

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31 janeiro, 2013

Unknown

Prevenir Diabetes Mellitus Tipo 2 com Medicamentos/Fármacos: Metformina, Tiazolidinedionas, Acarbose

  • Metformina

Em vários ensaios foi mostrado o benefício deste fármaco na prevenção do desenvolvimento da Diabetes em indivíduos com intolerância à glicose. Mesmo não sendo tão eficaz como uma drástica mudança do estilo de vida, a metformina reduz a taxa de progressão da doença. A Associação Americana para a Diabetes recomendou este fármaco na prevenção da Diabetes, em muitos dos indivíduos de alto risco.
  • Tiazolidinedionas

Estes medicamentos têm demonstrado ser benéficos na prevenção da Diabetes Tipo 2. E têm sido estudados extensivamente em pacientes que tiveram diabetes gestacional, havendo uma redução significativa nas taxas de progressão de Diabetes.
  • Acarbose

Este fármaco promove a absorção de hidratos de carbono no intestino. Estudos em pacientes com intolerância à glicose mostram que a acarbose reduziu significativamente a progressão para Diabetes.

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