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14 junho, 2014

Unknown

Transplante de Pâncreas e Diabetes Mellitus: Indicação, Contraindicação, Tipo, Vantagens, Complicações

Um transplante de pâncreas é usado principalmente para ajudar as pessoas a tratar com diabetes tipo 1. Em casos de diabetes tipo 1 próprios ataques do sistema imunológico do corpo e destrói as células produtoras de insulina, e o pâncreas pára de produzir insulina (um hormônio usado pelo corpo para quebrar a glicose em energia).

A falta de insulina faz com que os sintomas de cansaço e frequente de urinar, bem como complicações a longo prazo, tais como a doença renal e doença ocular. Se um pâncreas saudável é transplantado para o corpo deve começar a produzir insulina, que pode ajudar a aliviar os sintomas e prevenir complicações ocorram ou piorando.

Ressalte-se que um transplante de pâncreas não é um tratamento de rotina para a diabetes tipo 1. É uma grande operação com riscos de complicações graves. Como a maioria das pessoas com diabetes tipo 1 são capazes de controlar seus sintomas com injecções de insulina, na maioria dos casos, os riscos associados com a cirurgia superam os benefícios potenciais.

Quem deve ter um transplante

Um transplante de pâncreas normalmente só é recomendado para pessoas com diabetes tipo 1 que não respondem ao tratamento com insulina. Isso normalmente significa que eles desenvolveram complicações ou têm um risco elevado de desenvolver lhos no futuro.

Por exemplo, um transplante pode ser recomendado se:


  • Você tem doença renal, que pode levar à insuficiência renal
  • Você tem episódios frequentes e graves de  hipoglicemia (quando os seus níveis de glicose no sangue cair a níveis perigosamente baixos, causando sintomas como tonturas e confusão mental).

Por que você pode não ser adequado para um transplante de pâncreas

O fornecimento de pâncreas de doadores é limitado, o que significa que há mais pessoas que se beneficiariam de um transplante do que há pâncreas de doadores. Portanto, um transplante não será considerado se é pouco provável que seja bem sucedida.   

Você pode ser considerada inadequada se:


  • Você tem grave doença cardíaca coronária 
  • Você teve recentemente um ataque cardíaco 
  • Você tem uma história recente de  câncer, porque há uma maior chance de que o câncer pode se espalhar quando você está em imunossupressão para o transplante (excepções podem ser feitas para alguns tipos de câncer de pele uma vez que estes não são susceptíveis de se espalhar)
  • Você tem problemas psicológicos e sociais complexos, o que significa que não são susceptíveis de manter a tratamentos pós-transplante, por exemplo, se você é viciado em drogas ou ter uma condição de saúde mental grave  
  • Você está em muito mau estado de saúde e não são susceptíveis de suportar os efeitos de uma cirurgia ou ter que tomar imunossupressores.

Um transplante de pâncreas é um procedimento cirúrgico para proporcionar uma nova fonte de insulina na forma de um novo pâncreas para um paciente com  diabetes tipo 1.

A maioria dos transplantes de pâncreas é realizada em pessoas com diabetes tipo 1 que têm insuficiência renal. O transplante de pâncreas é realizado ao mesmo tempo como um transplante de rim.

Transplantes de pâncreas também são indicados para pacientes diabéticos que não precisam de um rim, mas que têm risco de vida ataques de hipoglicemia. As hipoglicemias são uma complicação grave da diabetes causada por baixos níveis de glicose no sangue. Cerca de um em cada 10 transplantes de pâncreas são levadas a cabo por este motivo.

O transplante de pâncreas é menos comum que renal ou transplante hepático, e a cada ano cerca de 200 transplantes são realizados no Reino Unido. 

Estima-se que existam pouco mais de 300 pessoas no Reino Unido na lista de espera para um transplante. O tempo de espera para um transplante de pâncreas é entre um e dois anos, porque há uma escassez de doadores de órgãos adequados.

A diabetes tipo 1 e pâncreas

O pâncreas é um órgão em forma de girino, em torno de 10-15cm de comprimento, que está localizado na metade superior do abdómen.

O pâncreas tem duas funções principais:


  • Que produz sucos que o corpo usa para digerir gorduras e proteínas 
  • Que produz o hormônio insulina, que o corpo precisa para quebrar a glicose em energia. 

Em casos de diabetes do tipo 1 o pâncreas não produz insulina porque as células produtoras de insulina, dos ilhéus, foram destruídas pelo próprio sistema imunitário do paciente.

A maioria das pessoas com diabetes tipo 1 são capazes de controlar a doença com injecções regulares de insulina. No entanto, um pequeno número de pessoas passam a desenvolver complicações graves, apesar de ser dado o melhor tratamento disponível, tais como:

  • Acabar estágio  de doença renal - quando os rins já não são capazes de filtrar os resíduos do sangue
  • Retinopatia diabética  - onde os altos níveis de glicose no sangue provoca danos para os olhos, o que pode levar a perda de visão  
  • Neuropatia diabética - onde os níveis elevados de açúcar ter danificado os nervos das mãos e dos pés, o que significa que a sensação é perdido e úlceras podem ocorrer 
  • Doença arterial - o que afecta as artérias do coração e do cérebro. 
Um transplante de pâncreas é muitas vezes combinado com um transplante de rim para reduzir a progressão das complicações da diabetes.

O que acontece durante um transplante de pâncreas

Um transplante de pâncreas pode ser efectuada de três maneiras:


  • Transplante simultâneo de pâncreas e rim (SPK)  - tanto o pâncreas e os rins são transplantados. Este é o tipo mais comum, sendo responsável por nove em cada 10 transplantes. Ele é usado em pessoas que têm doença renal como resultado de diabetes tipo 1.
  • Pâncreas-após-transplante renal  - uma pessoa recebe primeiro transplante de rim de um doador vivo. Esta é seguida por um transplante de pâncreas de um dadores recentemente falecidos.
  • Sozinho Pâncreas-transplante  - somente o pâncreas é transplantado. Este é um tratamento para os pacientes com diabetes muito mal controlados tipo 1 que têm ataques de hipoglicemia sem aviso, e que possam ameaçar sua vida.

Complicações

Um transplante de pâncreas é uma operação complicada e, tal como outros tipos de cirurgia principal, existe um risco de complicações.  

Cerca de uma pessoa em quatro necessidades nova cirurgia nos primeiros dias após o transplante para lidar com problemas como infecção e hemorragia. Existe também o risco de rejeição. Isto é, quando o sistema imunológico (de defesa do organismo contra infecções) acha que o pâncreas transplantado é um corpo estranho e ataca-lo.

Para evitar a rejeição de um tipo de medicamento é administrado para suprimir o sistema imunitário (imunossupressores). Estes precisam ser tomadas para o resto da vida da pessoa. Uso a longo prazo de imunossupressores carrega seu próprio risco de complicações, como o aumento da vulnerabilidade a infecções e câncer.

Recuperação

Ter um transplante de pâncreas coloca uma enorme pressão sobre o corpo e geralmente os pacientes estão no hospital por duas a três semanas.   Alguém que teve um transplante de pâncreas normalmente podem realizar suas actividades habituais depois de alguns meses.

Perspectiva

As perspectivas para as pessoas com um transplante de pâncreas, especialmente um tipo de SPK de transplante, são relativamente boas. Em média, um transplantado funções do pâncreas correctamente por 10 anos.
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11 dezembro, 2012

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Últimas Notícias (05/12/2012) – Dengue na lha da Madeira

Toda a Região Autónoma da Madeira tem vindo a ser monitorizada em relação ao surto de Dengue que tem afetado o arquipélago Atlântico. O mosquito, Aedes aegypti o principal transmissor do vírus, foi detetado na ilha em 2005. Desde essa altura têm sido implementadas medidas de prevenção e controlo de forma a limitar os focos de doença. Também têm sido tomadas medidas de forma a prevenir a exportação do mosquito.

As autoridades de saúde nacionais têm mostrado uma preocupação crescente em relação a este problema. Têm sido elaboradas Orientações pela Direção-Geral de Saúde sobre a melhor forma de abordagem nos casos de Dengue. As orientações têm como destinatários os profissionais de saúde, a população geral e todos os setores que de alguma forma podem colaborar no problema, como é o caso das empresas de aeronaves e embarcações que, se não adotarem as medidas de prevenção aconselhadas podem exportar o vírus acidentalmente.

Estatística

Entre o dia 3 de outubro de 2012 e até ao dia 2 de dezembro do mesmo ano, num período de 2 meses, foram notificados quase 2000 novos casos de Dengue na Região Autónoma da Madeira, mais exatamente 1993.

Na semana de 26 de novembro a 02 de dezembro foram notificados 102 novos casos, que representam uma variação de -54% relativamente à semana anterior.

Nas 3 semanas de 12 de novembro a 2 de Dezembro o número de novos casos reduziu para menos de 35%.

No total de todos os casos registados foram hospitalizados 118 doentes. Todos os casos notificados evoluíram no sentido da cura.

Há ainda o registo de 42 casos de Dengue de indivíduos com história de estadia prévia na Ilha da Madeira.

Não há registo de óbitos.

Abaixo Links úteis relacionadas com Dengue:

 Bibliografia utilizada para elaborar este Post:

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Prevenção do Risco de Importação do Mosquito Aedes aegypti para o Território Continental

Desinfestação das aeronaves à saída da Região Autónoma da Madeira para o restante território português através da utilização de produtos apropriados desde o cockpit, à cabine, ao porão e ao exterior do avião.

Implementar medidas de atuação a nível dos navios, principalmente as que impeçam a acumulação de pequenas quantidades de água doce (por exemplo bidões, latas e garrafas, pratos de vasos de plantas) com o objetivo de eliminar os meios principais de criação de larvas a bordo dos navios.

O risco de introdução deste e outros mosquitos do género aedes em Portugal assume especial relevância porque se verificam voos diretos de regiões endémicas de várias partes do globo.

Também a entrada por terra é uma possibilidade, dada a presença do Aedes albopictus no Sul da Europa, nomeadamente em Itália e em Espanha.

Qualquer atuação relativa à Região Autónoma da Madeira deverá ser equacionada à luz da realidade e do risco acima descritos, não se justificando medidas que, se previstas no Regulamento Sanitário Internacional (RSI) para regiões endémicas, não se deverão aplicar a regiões sem doença.

A Direcção-Geral da Saúde considera que as atuações para controlo da população de Aedes aegypti até agora desenvolvidas na Região Autónoma da Madeira são as adequadas à situação atual.

A Direcção-Geral da Saúde considera que as medidas, anteriormente divulgadas, de educação ao público referentes a precauções individuais para prevenção da picada, e a viagens para zonas endémicas são as adequadas à situação atual.

A Direcção-Geral da Saúde considera que as recomendações/protocolo emanados pela Região Autónoma da Madeira para atuação perante casos prováveis, provenientes de zonas endémicas são as mais corretas e adequadas para a Região.

As medidas propostas para todo o território nacional (Portugal Continental, Região Autónoma da Madeira, e Região Autónoma dos Açores) inserem-se no objetivo global de evitar a introdução de mosquitos infetados provenientes de regiões.

Abaixo Links úteis relacionadas com Dengue:

Bibliografia utilizada para elaborar este Post:

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Dengue em Portugal - O que é a Dengue

Em Portugal continental ainda não foram encontrados mosquitos do género Aedes, logo não existe a possibilidade de emergência de casos autóctones. Os casos registados foram todos eles importados de zonas de risco.

Já na região autónoma da Madeira a situação é diferente. O mosquito Aedes Aegypti foi detetado na ilha no ano de 2005, tendo sido implementadas medidas de controlo entomológicas incluindo a prevenção da exportação do inseto. Esta situação deve-se à influência e à posição relativamente próxima a regiões subtropicais.

Em Portugal continental, no passado, houve casos de Malária. Com as atuais e influentes alterações climatéricas que todo planeta está a sofrer, principalmente o seu aquecimento global, tornando certas zonas, como por exemplo da europa mediterrânea até agora temperada em zonas quentes e secas, propícias a introdução do vírus que causa a Dengue e a Malária num futuro relativamente próximo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, um aumento da temperatura média mundial tornaria possível a proliferação do mosquito e a emergência da doença em Portugal.

Abaixo Links úteis relacionadas com Dengue:

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Luta contra Aedes Aegypti no seu Habitat – Orientações do Ministério da Saúde Português

Abaixo estão descritas as orientações, para o território nacional, e as estratégias a tomar com o objetivo de minimizar o risco de importação e propagação de Aedes aegypti, o principal mosquito transmissor de Dengue.

A linha de atuação contra o mosquito no seu habitat deve centrar-se em 3 aspetos:
  • Controlo Físico (ambiental)
  • Controlo Químico (desinfestação de larvas e mosquitos)
  • Educação
A atuação deve iniciar, e ser preferencial, na fase larvar, especialmente nos centros urbanos e semiurbanos de modo a criar um perímetro de segurança. A proteção deve ser feita com biocidas contendo Bacillus thuringienses.

A atuação na fase adulta deve ser esporádica e só quando for encontrado um crescente considerável de mosquitos em espaços públicos confinados. A proteção deve ser feita com substâncias ativas como: Bacillus thuringienses, alfacipermetrina, tetrametrina, d-fenotrina, piretrinas ou piretroides.

A educação ambiental é de uma importância significativa e deve ser reforçada junto das pessoas. É necessário efetuar uma divulgação de informação eficaz e acessível a todos.

As principais medidas que as pessoas e o público em geral devem tomar são as seguintes:
  • Despejar e remover regularmente o que possa servir de depósito de substâncias (pneus velhos, latas, vasos de plantas).
  • Remover todas as barreiras, nas zonas de passagem de agua, para que ela passe livremente.
  • Selar tanques e/ou fossas de esgotos que possam ficar estagnados.
  • Retirar ervas circundantes de pequenos charcos e lagos, estes constituem locais ótimos para a prolificação de larvas e renovar essa água.
  • Facilitar a drenagem dos aterros sanitários através de um declive apropriado.

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Sistema DengueNet - Vigilância Global da Dengue

Uma das melhores formas de controlar os focos de Dengue é melhorar a vigilância global. É necessário estar-se atento sempre que ocorrem suspeitas e estar-se preparado para intervir imediatamente com programas de prevenção e controlo previamente estabelecidos. Para isso a vigilância laboratorial é importantíssima, com ela consegue-se estabelecer um diagnóstico conclusivo.

A grande dificuldade vem da não padronização desses dados epidemiológicos e laboratoriais, armazenados e tratados consoante as normas de cada instituição, logo difíceis de reunir e complicados de analisar.

Para resolver estes problemas a Organização Mundial de Saúde criou a DengueNet. Trata-se de um sistema central de registo e tratamento de dados através de um sistema padronizado. Pretende-se assim conseguir em tempo útil apresentar dados que possam ser importantes no controlo e prevenção de surtos.

Utilizando a rede de laboratórios de Dengue nas Américas, a Organização Mundial de Saúde está implementado um teste piloto de DengueNet com foco na qualidade dos dados recebidos e na participação ativa dos programas nacionais. Nessa reunião foi considerada a necessidade de vigilância epidemiológica e de laboratório.

O objetivo principal da DengueNet será fornecer dados concretos, fidedignos e em tempo útil às autoridades de saúde pública e ao público em geral, de forma a implementarem medidas adequadas e eficazes para a prevenção e controle da infeção.

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Orientações e Tarefas da Organização Mundial de Saúde para a Prevenção e Controlo da Dengue

  • Apoiar os países na confirmação de surtos através da sua rede de colaboração com laboratórios. 
  • Fornecer suporte técnico e orientação aos países para a gestão eficaz dos surtos de Dengue.
  • Promover formação profissional direcionada à parte clínica, de forma a promover um melhor diagnóstico e uma consequente melhor resolução do problema para o indivíduo. 
  • Promover formação no controlo e prevenção de surtos de doença. Formular estratégias baseadas em evidências e políticas.
  • Desenvolver novos instrumentos como produtos e tecnologias de aplicação de inseticidas. Reunir os casos documentados e tratar esses dados de todos os Estados-Membros.
  • Publicar orientações e manuais para a prevenção e controlo da Dengue.
  • Promover a investigação e a rapidez no desenvolvimento de vacinas, agentes patogénicos e desenvolvimento de outras ferramentas úteis.

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Prevenção e Controlo da Dengue - O que é a Dengue, Definição, Causas, Sinais de Alerta, Sinais e Sintomas, Tipos, Dengue Leve e Grave, Diagnóstico,Tratamento Dengue, Prevenção antes de Viajar para uma Zona de Risco, Principais Sinais e Sintomas de Dengue Grave, O mosquito transmissor de Dengue, Prevenção e Controlo de Dengue, Incidência de Dengue no Mundo, Últimas notícias de Dengue na Madeira, Dengue em Portugal, Indicações da Direção - Geral de Saúde para eliminar o mosquito que causa Dengue, Luta contra o Vetor Aedes Aegypti no seu Habitat

A prevenção começa com políticas de saúde públicas eficazes para que quando existir um foco de doença ele possa ser rapidamente controlado e extinto. É necessário também explicar às populações a reconhecer os principais sintomas das doenças para a suspeita de um novo caso e a evitar a proliferação e ambientes ótimos à sua expansão. É preciso diagnosticar os casos precocemente, evitando assim a severidade da doença.

A única forma de controlar e/ou prevenir a propagação do vírus causador de Dengue é eliminado os mosquitos transmissores. 

Para isso é necessário:
  • Eliminar os resíduos sólidos de forma adequada e efetuar a remoção de possíveis habitats artificiais que favoreçam a proliferação dos mosquitos.
  • Promover a proteção, o despejo e a limpeza de recipientes de armazenamento de água doméstica, pelo menos uma vez por semana.
  • Promover a mudança de comportamentos a níveis domésticos e da comunidade para melhorar a prevenção e controle.
  • Desinfestar regularmente com inseticida todos os recipientes de armazenamento de água ao ar livre.
  • Promover a proteção individual através de roupas que cubram os membros, isolar a casa, impedindo a entrada de insetos no meio familiar e usar repelente.
  • Incentivar à colaboração e mobilização de toda a comunidade no combate ao inseto transmissor de Dengue.
  • Em caso de surtos promover a utilização de inseticidas de emergência.
  • Monitorização contínua e permanente numa vertente pró ativa de vigilância dos mosquitos para determinar a eficácia das intervenções de controlo.
  • A nível das companhias aéreas a prevenção é feita em Portugal aos aviões que possam trazer os mosquitos capazes de transmitir o vírus. Estas medidas de higiene são obrigatórias e devem ser sempre tomadas quando um avião regressa de uma região onde exista a doença, o que inclui a utilização de inseticida em todo o avião.

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O Mosquito Aedes Aegypti

Identificar o Mosquito que causa Dengue

  • O seu tamanho é inferior a 1 centímetro.
  • É de cor acastanhada ou preta com listas brancas no corpo e membros.
  • Ataca nas horas de menor intensidade solar, ao fim da tarde e ao início da manhã, mas pode atacar mesmo nas horas de maior calor nas zonas à sombra.
  • Alguns especialistas acreditam que também possam atacar à noite.
  • A picada normalmente não é sentida, não se sente qualquer dor ou comichão. 

Transmissão da Dengue

O Aedes aegypti é o principal vetor da Dengue. O vírus é transmitido aos humanos através da picada de mosquitos infetado mas apenas do género feminino. Após a incubação do vírus, cerca de 3 a 5 dias, um mosquito infetado é capaz de transmitir o mesmo através da sua picada e para o resto da sua vida.

Os indivíduos infetados são os principais portadores e multiplicadores do vírus. Quando um mosquito não infetado pica uma pessoa infetada este fica contaminado com o vírus. Assim sendo o ser humano é a principal fonte de transmissão para os mosquitos. Os indivíduos infetados com Dengue podem transmitir o vírus a outros mosquitos por um período normalmente de 4 a 5 dias, podendo no entanto chegar aos 12 dias.

Principais Características dos Mosquitos que Transmitem Dengue

  • A Dengue é uma infeção causada por um flavivírus, da família flaviviridae e transmite-se ao homem através da picada dos mosquitos do género Aedes, particularmente o Aedes aegypti. Para que ocorra infeção é necessário que o mosquito esteja previamente infetado com o vírus.
  • O mosquito Aedes aegypti vive principalmente em meios urbanos e em recipientes artificiais. Ao contrário de outros mosquitos o aegypti é inseto que se alimentada durante o dia. Os períodos críticos são ao início da manhã e antes do anoitecer.
  • Só o mosquito do sexo feminino transmite o vírus. Por cada período de alimentação pica várias pessoas até que fique saciado.
  • O Aedes albopictus é uma espécie secundária de transmissão de Dengue muito comum na Ásia, tendo-se espalhado na América do Norte e na Europa, principalmente devido ao comércio internacional de pneus usados, um meio ideal de ​reprodução, entre outros. É altamente adaptável conseguindo sobreviver em regiões mais frias como são as regiões temperadas da Europa. Consegue suportar temperaturas negativas, é capaz de hibernar e abrigar-se em microclimas.

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Principais Sinais e Sintomas de Dengue Grave

Na fase inicial da doença não existem características específicas que distingam as duas formas, a leve e a grave, daí a necessidade urgente de procurar aconselhamento médico. Esta forma de Dengue mais grave foi identificada pela primeira vez na década de 50 durante as epidemias de Dengue nas Filipinas e na Tailândia. Hoje em dia a Dengue Grave atinge grande parte dos países asiáticos e da América Latina, tornando-se num dos principais motivos de hospitalização e morte entre as crianças locais.

Principais Sinais e Sintomas de Dengue Grave

  • Hemorragias epidérmicas, ou seja, na pele, depois no resto do organismo
  • Alterações na coagulação
  • Diminuição do número de plaquetas sanguíneas
  • Dores abdominais prolongadas e intensas
  • Vómitos persistentes e por vezes com sangue
  • Pele pálida, fria e húmida
  • Sangramento do nariz, boca e gengivas
  • Sonolência, agitação e confusão mental
  • Boca seca e sede exagerada
  • Pulso acelerado e fraco
  • Dificuldade em respirar
  • Perda de consciência.

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Tipos de Dengue

Existem duas variantes da doença de Dengue. Uma forma mais comun a Dengue leve e uma forma mais rara, a Dengue Grave. Anteriormente esta Dengue mais  severa era chamada de Dengue Hemorrágica, apesar de hoje em dia ainda ser conhecida por esta denominação. É a forma mais grave, mais tóxica e com efeitos mais severos. As suas principais complicações são a desidratação com comprometimento do líquido circulante, dificuldade respiratória e hemorragia grave. 

Os sinais de aviso ocorrem 3 a 7 dias após os primeiros sintomas em conjunto com uma diminuição da temperatura corporal (abaixo de 38°C). As próximas 24 a 48 horas da fase crítica podem ser letais e exigem internamento numa unidade de cuidados intensivos para prevenir complicações por vezes fatais.

 No caso de:

  • Desconforto ou dor abdominal
  • Vómitos persistentes
  • Descida súbita da febre até ao 5° dia
  • Sinais clínicos de acumulação de fluidos no espaço extra vascular
  • Hemorragia das mucosas
  • Letargia
  • Agitação
  • Hepatomegalia (maior de 2 cm) 

Com as seguintes alterações laboratoriais:

  • Aumento do hematócrito
  • Trombocitopenia nos 1ºs 4 dias
Existem sinais de alerta que prenunciam a evolução para as formas graves de Dengue podendo estar na presença da variante Grave de Dengue.

Exemplo de um Caso de Dengue Grave

No caso de um indivíduo que viajou para uma área de risco de Dengue ou que esteve numa dessas zonas e que apresenta febre com 2 a 7 dias de evolução, mais qualquer uma das seguintes caraterísticas abaixo indicadas está-se na presença de Dengue Grave:

Extravasamento de plasma: 

  • Taquicardia
  • Extremidades frias e suadas
  • Tempo de preenchimento capilar prolongado (> 2 segundos)
  • Pulso fraco
  • Tensão arterial (TA) convergente ou não mensurável
  • Derrame pleural
  • Ascite
  • Hematócrito Elevado

Hemorragia Significativa:

  • Vómitos com sangue
  • Fezes escuras (com sangue digerido)
  • Sangue na urina
  • Hemorragia cerebral
  • Hemorragia da retina
  • Acidente hemorrágico que não melhora como habitualmente

  Problemas Intestinais Gastrointestinal Severos:

  • Vómitos persistentes
  • Dor abdominal intensa ou de agravamento progressivo
  • Icterícia

Disfunção Grave de Órgãos:

  • Insuficiência hepática aguda
  • Insuficiência renal aguda
  • Encefalopatia, encefalite ou outras manifestações incomuns
  • Cardiomiopatia ou outras manifestações raras

Alteração do Estado de Consciência

  • Letargia ou agitação
  • Coma
  • Convulsões

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Prevenção antes de Viajar para uma Zona de Risco

  • Ir à consulta do viajante sempre que se deslocar a países ou regiões onde existam focos habituais de Dengue.
  • Tomar medidas de prevenção às picadas de inseto através da proteção do corpo com roupas de cor clara e compridas.
  • Usar repelente nas áreas expostas do corpo e na roupa. Os repelentes recomendados devem conter DEET e devem ser aplicados segundo as instruções do fabricante.
  • As crianças e as grávidas devem aconselhar-se junto do seu médico assistente.
  • Evitar permanecer em zonas ao ar livre, preferindo espaços fechados com ar condicionado.
  • Evitar zonas onde existam águas estagnadas.
  • Identificar/Conhecer atempadamente os primeiros sintomas da infeção.
  • Saber identificar o mosquito.
  • Evitar as horas do início e final do dia, críticas para picadas.

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Tratamento da Dengue

Não existe um tratamento específico para a doença, utilizam-se apenas terapias para controlar os principais sintomas e problemas:

  • Antipiréticos para controlar a febre (por exemplo paracetamol).
  • Antieméticos para controlar os vómitos (por exemplo metocloperamida)
  • Antipruriginosos para controlar prurido (comichão)
  • Manutenção do equilíbrio hidro-electrolítio (hidratar devido a possibilidade de desidratação pela ocorrência de vómitos e dificuldade em beber, se necessário hidratar através de soros, neste caso internar o doente).

Contraindicações Medicamentosas 

(pelo risco de agravamento das hemorragias e da síndroma de Reye)
  • Ácido acetilsalicílico ou medicamentos contendo este composto
  • Ibuprofeno
  • Outros anti-inflamatórios não esteróides (AINEs).
No caso da variante de Dengue Grave uma avaliação médica precoce evita a progressão da doença conseguindo-se uma diminuição das taxas de mortalidade de mais de 20% para menos de 1%. A prevenção da desidratação severa é crucial nos casos de Dengue Grave, o internamento com acompanhamento intensivo numa unidade de saúde é fundamental para salvar vidas.

Imunização

A imunização é ainda uma miragem. Mas existem várias vacinas em fase de testes. A Organização Mundial de Saúde apoia de diversas formas os países e os privados empenhados na pesquisa e desenvolvimento de uma vacina.

Existem orientações médicas nacionais, elaboradas pelo Ministério da Saúde Português, para indivíduos regressados a Portugal com Dengue. 

 

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Diagnóstico de Dengue

Critérios Epidemiológicos, Clínicos e Laboratoriais

O principal critério epidemiológico para se suspeitar da doença é a residência ou a estadia numa região afetada nos 14 dias anteriores ao início dos sintomas.

Os principais critérios clínicos, para se suspeitar de Dengue, são a ocorrência de febre alta (40°C) acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça intensa, dor retro orbitária (atrás dos olhos), dores musculares e articulares, edema das glândulas, náuseas, vómitos ou erupções cutâneas.

Um caso provável de Dengue, com clínica característica e com critérios epidemiológicos, fica confirmado com apresentação de pelo menos um dos seguintes critérios laboratoriais: 
  • Resposta de anticorpos (IgM) específica para o vírus dengue, no sangue ou no líquido cefalorraquidiano (LCR), se existirem manifestações neurológicas.
  • Seroconversão IgG para vírus dengue.
  • Isolamento ou deteção de ácidos nucleicos (RT-PCR) do vírus dengue no sangue ou no LC.

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Principais Sinais e Sintomas de Dengue

  • Os sinais e sintomas de Dengue Leve são semelhantes aos de uma síndrome gripal:
    • Febre alta de início súbito
    • Cefaleias
    • Dores musculares
    • Dores articulares
    • Exantema (alterações na coloração da pele, zonas com coloração rosada ou manchas)
    • Vómitos
    • Diarreia
    • Prurido
    • Leucopenia (diminuição dos número de glóbulos brancos)
    • Edema das plantas dos pés e palmas das mãos
    • Em alguns casos pode ocorrer dor de garganta e congestão ocular 
  • Muitos casos são assintomáticos, o vírus não provoca qualquer transtorno no indivíduo afetado.
  • Assim que sentir os primeiros sintomas deve procurar imediatamente um serviço médico, especialmente se está numa região onde é frequente a ocorrência de Dengue.
  • O período de incubação, que vai desde a picada até ao surgir dos primeiros sintomas, é normalmente de 3 a 7 dias mas pode prolongar-se até aos 14.
  • Alguns casos manifestam-se por um quadro clínico viral pouco específico e autolimitado.
  • As manifestações iniciais da doença não são indicativas da evolução clínica.
  • A doença pode ter uma evolução bifásica, com uma fase intermédia de aparente melhoria para depois agravar novamente.
  • Deve-se suspeitar de Dengue especialmente quando ocorre febre alta (40 °C) acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça intensa, dor retro orbitária (atrás dos olhos), dores musculares e articulares, edema das glândulas, náuseas, vómitos ou erupções cutâneas.
  • O principal critério epidemiológico para se suspeitar da doença é a residência ou a estadia numa região afetada nos 14 dias anteriores ao início dos sintomas.
  • Os sintomas prolongam-se de 2 a 7 dias, após o período de incubação do vírus (3 a 7, num máximo de 14 dias).

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Incidência e Prevalência de Dengue No Mundo

  • Até à década de 1970 apenas 9 países tinham registado a ocorrência de epidemias graves.
  • Neste momento a eventualidade de contrair a infeção é “normal” em mais de 100 países de todo o mundo, e vão desde África, América, Mediterrâneo Oriental, Sudeste da Ásia e do Pacífico Ocidental.
  • A zona do Sudeste da Ásia e as regiões ocidentais do Pacífico são as mais severamente afetadas pelo problema.
  • O número de casos notificados está em franco crescimento, em 2008 nas Américas, Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental ultrapassaram os 1,2 milhões, em 2010 foram mais de 2,2 milhões. Em dois anos quase duplicou.
  • Destes 2,2 milhões de casos em 2010, 1,6 foram só nas Américas, dos quais 49.000 foram casos de Dengue Grave.
  • A Organização Mundial de Saúde estima que haja por ano cerca de 50 a 100 milhões de infeções causadas por Dengue.
  • Mais de 40% da população mundial está em zona de risco de contrair a infeção (cerca de 2,5 biliões de pessoas).
  • Estima-se que por ano cerca de meio milhão de pessoas necessite de hospitalização devido à variante grave da infeção, dos quais cerca de 2,5% morrem.
  • Em 2010 e pela primeira vez foi registado na Europa a transmissão de Dengue, a situação ocorreu em França e na Croácia.
  • Com as recentes alterações climatéricas a ameaça de um possível surto de Dengue na Europa torna-se cada vez mais provável e próximo. 

Abaixo Links úteis relacionadas com Dengue:

Bibliografia utilizada para elaborar este Post:

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10 dezembro, 2012

Unknown

Dengue, O que é?

A Dengue é uma infeção causada por um flavivírus, da família flaviviridae e transmite-se ao homem através da picada dos mosquitos do género Aedes. Existem quatro tipos diferentes de mosquito, o Aedes aegypti é o principal causador de Dengue. Para que ocorra infeção é necessário que o mosquito esteja previamente infetado com o vírus. É a doença viral mais comum transmitida por mosquitos a seres humanos.
Estes mosquitos podem-se encontrar em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo, especialmente em zonas urbanas e semiurbanas. Tem havido ao longo dos últimos anos um aumento do número de casos registados, tendo-se tornado num importante problema de saúde pública internacional. Existem duas variantes da doença, a forma Leve e a forma Grave (também conhecida por Dengue Hemorrágica), esta última potencialmente fatal se não houver acompanhamento médico.O período de incubação vai de 3 a 7 dias, podendo prolongar-se até aos 14.

É uma patologia semelhante à Malária, a principal diferença é que, a Dengue é causada por um vírus e a outra por um parasita. Não se transmite pessoa a pessoa, ou seja, não é contagioso entre humanos. É uma das principais causas de doença grave e morte em crianças de alguns países asiáticos e latino-americanos. Não existe uma cura ou tratamento específico para este problema, a terapia comum a um síndrome gripal, no caso leve, ou técnicas mais avançadas ou invasivas no caso mais grave, servem de suporte para controlar a infeção.

Existem quatro serotipos distintos do vírus que causa Dengue, DEN-1, 2, 3 e 4. Após a recuperação o indivíduo adquire imunidade vitalícia contra esse serotipo particular, contra os outros 3 tipos é apenas parcial e temporário. Infeções imediatas e repetidas por outros serotipos aumenta o risco de desenvolvimento de Dengue Grave.

Abaixo Links úteis relacionadas com Dengue:

Sinais e Sintomas
Diagnóstico de Dengue
Tratamento Dengue
Prevenção antes de Viajar para uma Zona de Risco
Dengue Grave
Principais Sinais e Sintomas de Dengue Grave
O mosquito transmissor de Dengue
Prevenção e Controlo de Dengue
Incidência – Dengue no Mundo
Últimas notícias de Dengue na Madeira
Dengue em Portugal
Indicações da Direção-Geral de Saúde para eliminar o mosquito que causa Dengue

Bibliografia utilizada para elaborar este Post:

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